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Mito ou Verdade: esquizofrenia pode ser controlada?

A esquizofrenia é uma doença mental que geralmente acomete pessoas no final da adolescência ou início da fase adulta, entre 15-25 anos que, de repente, começam a apresentar mudanças de comportamento, tendência maior à reclusão e isolamento, comprometimento da afetividade, pensamento confuso e desorganizado. Os sinais podem incluir ainda relato de histórias delirantes como serem vítimas de perseguição por pessoas do mal ou de estarem ouvindo vozes que as xingam ou ordenam que elas executem determinadas atitudes como não tomar o remédio.

Não há uma causa única para a esquizofrenia. É uma doença multifatorial, na qual há envolvimento tanto de fatores genéticos quanto fatores ambientais (como por exemplo, o uso de drogas), que em conjunto desorganizam a maneira como algumas áreas do cérebro funcionam. O tratamento visa controlar as crises e fazer com que a pessoa consiga retomar o controle de sua vida.

O tratamento medicamentoso tem como objetivo controlar os sintomas de delírio, alucinações, desorganização mental, embotamento afetivo (diminuição da capacidade em processar e expressar emoções), isolamento social, dentre outros, e fazer com que a pessoa consiga exercer atividades produtivas como trabalho ou estudos.

Importante reforçar que o tratamento é contínuo, para o resto da vida. O grande problema, porém, é que muitos pacientes deixam de tomar suas medicações diárias. Resultado: entram em crises agudas. O pior de tudo é que, a cada crise, ocorre uma redução da capacidade do cérebro de se recuperar. Isso é muito grave e pode comprometer irreversivelmente a capacidade da pessoa com esquizofrenia de viver com autonomia e exercer atividades produtivas ou até mesmo realizar tarefas rotineiras, causando, inclusive, um transtorno muito grande para a própria família.

Portanto, é VERDADE: a esquizofrenia pode ter controle com tratamento precoce e contínuo.

Conteúdo produzido em parceria com a Janssen.
Publicado por Dra. Ana Escobar
Dra. Ana Escobar (CRM 48084-SP) é médica pediatra formada pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), pela qual também obteve Doutorado e Livre Docência no Departamento de Pediatria.