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O que é a Síndrome de Asperger?

Será que ficamos mais doentes nos dias de hoje? Muitos se fazem esta pergunta, argumentando que até bem pouco tempo não se falava de síndromes como a de Asperger, Déficit de Atenção e Hiperatividade ou Transtorno do Espectro Autista.

Não significa que estas situações “apareceram” agora. É que hoje, os estudos e as pesquisas científicas nos permitem identificá-las como transtornos do desenvolvimento e agrupá-las, de acordo com seus sintomas individuais, em um diagnóstico específico.

Isso é muito bom e significa uma grande evolução. Isso mesmo. Conhecendo melhor os sintomas, podemos definir um diagnóstico mais rápido e, assim estabelecer o melhor tratamento. O objetivo, claro, é fazer com que as pessoas acometidas tenham a melhor qualidade de vida possível e que, cuidadores atentos e orientados, estejam mais aptos a extrair o que de melhor estas pessoas tem a oferecer. Bom para todos!

A Síndrome de Asperger entra neste contexto. Seu reconhecimento oficial como uma síndrome ocorreu em 1994. Os sinais começam nos primeiros anos de vida. As crianças acometidas são extremamente inteligentes, e geralmente focam um alguns assuntos específicos e pontuais. Por exemplo, gostam excessivamente de dinossauros e sabem TUDO sobre eles. Têm um vocabulário amplo e se expressam bem, deixando os pais orgulhosos. Porém, tem uma dificuldade intensa na socialização com outras crianças ou pessoas, especialmente se o assunto em foco não é de seu interesse. Neste momento é que o comportamento das crianças começa a chamar a atenção de pais e cuidadores. As crianças vão se retraindo e não demonstram prazer em brincadeiras coletivas.

Importante saber que não há um exame específico para indentificar esta Síndrome. Pais ou professores levantam a questão com base no comportamento pouco social das crianças. O diagnóstico é clínico, e deve ser feito por uma equipe multiprofissional.

É importante sabermos isso, pois quanto mais precocemente instituirmos o tratamento, sempre indicado pelo profissional, melhores as chances de convivência social que estas crianças vão ter.

O conhecimento nunca é definitivo. Sempre conseguimos descobrir e estudar um pouco mais. Isso é o que nos move para a frente.

Publicado por Dra. Ana Escobar
Dra. Ana Escobar é médica pediatra formada pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), pela qual também obteve Doutorado e Livre Docência no Departamento de Pediatria.