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Três dicas de saúde sobre vacinas

1. Vacine seus filhos contra a meningite.

A meningite pode ser causada por vírus ou por bactérias. As meningites bacterianas são as mais graves e fatais. Dentre elas destacam-se, como agentes patogênicos, os meningococos. Existem 6 tipos de meningococos classificados por letras: A, B, C, W, Y e X. Estas bactérias são extremamente temidas pois podem levar uma pessoa a óbito em até 24 horas desde o início dos sintomas. Por isso, é fundamental proteger as crianças e os adolescentes. Existem vacinas contra o meningococo C, contra o B e outra contra o A,C,W e o Y. Quem não recebeu a vacina contra o meningococo deve procurar um serviço de saúde e colocar a carteira vacinal em dia.

2. Adolescentes também devem tomar vacinas

Muitos acreditam que as vacinas aplicadas na infância garantem proteção para a vida inteira. Não é bem assim. Por isso, muita atenção: adolescentes devem receber doses de reforço de algumas vacinas, como por exemplo, a tríplice bacteriana que protege contra difteria, coqueluche e tétano aos 15 anos e anualmente a vacina que protege contra a gripe. Importante que recebam também a vacina que protege contra a meningite meningocócica, uma vez que os adolescentes constituem um grupo de risco para esta doença que pode ser fatal. Além desta, garotas e garotos a partir de 9 anos de idade devem receber a vacina contra o HPV, ou papiloma vírus, relacionado a alguns tipos de câncer como: colo de útero, pênis, ânus ou laringe.

3. Não tenha medo das vacinas.

As vacinas são seguras. Garantem proteção contra doenças muito graves que podem deixar sequelas permanentes como é o caso da poliomielite, por exemplo, ainda não extinta do planeta. Protegem-nos também contra doenças fatais que podem matar em questão de horas, como é o caso da meningite meningocócica. Os efeitos colaterais mais comumente reportados, para todas as vacinas, são febre e dor no local da aplicação. As vacinas contidas no calendário nacional de imunizações passaram por extensos testes terapêuticos até serem liberadas para a população. Claro que algumas pessoas podem ter efeitos colaterais específicos. Importante saber que tudo isso é exaustivamente analisado por quem faz as recomendações para definir quais vacinas devem estar contidas no calendário. Por isso, as vacinas são seguras e continuam sendo a mais eficaz forma de proteção contra doenças que até há pouco tempo matavam crianças, adolescentes e adultos.

Publicado por Dra. Ana Escobar
Dra. Ana Escobar é médica pediatra formada pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), pela qual também obteve Doutorado e Livre Docência no Departamento de Pediatria.