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Tingir o cabelo faz mal para o fio?

Fios brancos ou simplesmente vontade de mudar o visual! Duas razões indiscutíveis para pintar os cabelos. Homens ou mulheres, todos podem usar. Mas ai algumas dúvidas aparecem: será que tingir o cabelo pode prejudicar a saúde dos fios? Qual a diferença entre tintura e tonalizante? Com que frequência posso pintar e repintar os fios?

Ter cabelos brancos é uma questão de tempo. Todos teremos, mais cedo ou mais tarde. A herança genética é que determina quando isso começa a acontecer. Muita gente arranca literalmente os cabelos assim que eles surgem. Mas depois de um tempo a quantidade de fios vai aumentando, aumentando… e para quem não quer cabelos brancos há duas opções: tonalizante ou tintura. Entenda a diferença!

A tintura contem água oxigenada e amônia. A água oxigenada descolore o fio e a amônia abre a cutícula do cabelo, permitindo que a tinta penetre na camada mais profunda do cabelo, que se chama córtex capilar. Por isso a tintura substitui completamente a cor do cabelo natural e não sai com a lavagem. É recomendada para quem quer mudar o visual ou para quem tem muitos fios de cabelo branco.

O tonalizante, por sua vez, tem pouquíssima quantidade de água oxigenada e não tem amônia. Com isso, as cutículas dos fios pouco se abrem e a coloração não penetra no córtex capilar. Por este motivo a cor sai com o tempo, com as lavagens habituais. Este procedimento, portanto, é mais indicado para quem tem poucos fios grisalhos.

Toda química pode ressecar os cabelos. Principalmente a tintura. Para ter um cabelo saudável, é fundamental hidratar pelo menos a cada 15 dias. E muito cuidado para não escolher um shampoo que possa ressecar ainda mais. Para não sobrecarregar o fio, tente repetir o procedimento de tintura somente depois de 8 ou 12 semanas. E mais importante: consulte sempre um colorista profissional. Ele é que pode, com certeza, orientar quais são os produtos mais indicados e corretos para os seus cabelos.

Faça mudanças no visual. Mas com orientação para não ter dor de cabeça depois.

Publicado por Dra. Ana Escobar
Dra. Ana Escobar é médica pediatra formada pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), pela qual também obteve Doutorado e Livre Docência no Departamento de Pediatria.