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O que é claustrofobia?

Para você, é tranquilo entrar em um elevador cheio? Qual a sua sensação no meio de uma multidão? Sua respiração muda se você está num quartinho pequeno e abafado ou num túnel muito estreito? Já fez exame de ressonância magnética dentro daquele aparelho apertado? Conseguiu ficar lá, sem problemas?

Pois é, muitas pessoas não ligam a mínima para estas situações. Outras sentem bastante desconforto, mas encaram. Algumas, porém, não conseguem de jeito nenhum. Só de pensar ficam aflitas, angustiadas e às vezes até sentem as mãos suar. Isso é o que chamamos de claustrofobia.

Mais que medo, as pessoas claustrofóbicas sentem pânico diante da ideia de estar preso.

Pode acontecer em qualquer local, até na cadeira do dentista! A crise começa justamente com esta sensação de se sentir preso. Na sequencia, o organismo libera adrenalina e os sintomas desagradáveis começam: o coração bate forte e acelerado, parece que vai “pular” para fora, a boca fica seca, as mãos e o corpo começam a suar frio, a respiração fica acelerada e ao mesmo tempo dá muita falta de ar e sufocamento.

Algumas pessoas chegam a tirar as próprias roupas na suposição de que vão respirar melhor. Muitos acham que vão morrer. A vontade é de sair correndo. Não há uma causa específica para a claustrofobia. Quem tem claustrofobia sabe direitinho o que normalmente desencadeia a crise. Aí basta evitar estas situações, sempre que possível.

Mas nem sempre dá. A boa notícia é que há tratamento. Porém, como há vários graus de acometimento, a conduta pode variar bastante e claro, é muito individual. Por isto, só o médico pode indicar.

Conhecer-se bem e respeitar os próprios limites ajuda a viver melhor. Não fique “preso” ao preconceito, procure ajuda!

Publicado por Dra. Ana Escobar
Dra. Ana Escobar é médica pediatra formada pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), pela qual também obteve Doutorado e Livre Docência no Departamento de Pediatria.