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Mito ou Verdade: Vacinas em adolescentes.

1. Os adolescentes são os maiores carreadores de meningite e estão mais propensos a ter meningite.

Adolescentes vivem em grupos de amigos. Encontram-se nas escolas, nas festas, nos esportes que praticam ou nos pontos em que costumam ficar juntos conversando. Esta vivência em aglomerados humanos faz com que alguns agentes infecciosos também se “socializem” e se espalhem com maior facilidade. Isso faz dos adolescentes os maiores carreadores dos agentes que podem causar meningite. Importante saber que um adolescente pode ser carreador do agente, não desenvolver a doença e transmitir este agente para um outro adolescente susceptível. Por isso é VERDADE: adolescentes são os maiores carreadores de meningite e estão, sim, mais propensos a ter esta doença.

2. Adolescente não precisa de visita de rotina no médico.

Adolescentes estão no auge do vigor físico. Têm uma energia invejável, o que os torna especiais. Além disso, julgam-se detentores de muitas verdades. São imediatistas. Tudo isso junto os faz sentir com uma certa superioridade e invencibilidade. Por isso, julgam que uma visita de rotina ao médico, sem que se sintam doentes, é totalmente desnecessária. Só que isso não é verdade. A medicina preventiva dos dias de hoje pode antever muitas situações mórbidas nesta idade que, quanto antes identificadas, melhor. Além disso, é importante que suas vacinas estejam em dia, para garantir proteção contra doenças como a meningite, por exemplo, que pode matar pessoas saudáveis- adolescentes, inclusive- em questão de horas. Portanto, é MITO. Adolescentes precisam, sim, visitar o médico rotineiramente.

3. Se o adolescente tomou todas as vacinas da infância, ele está protegido.

Muitas vacinas perdem a sua efetividade com o decorrer dos anos. Por isso, para que os níveis protetores se mantenham adequados algumas doses de reforço podem ser necessárias. Este é o caso das vacinas contra o tétano, difteria, pertussis e meningite, por exemplo. Portanto, é MITO. Adolescentes que tomaram todas as vacinas na infância NÃO estão protegidos. Necessitam, sim, doses de reforço.

Publicado por Dra. Ana Escobar
Dra. Ana Escobar é médica pediatra formada pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), pela qual também obteve Doutorado e Livre Docência no Departamento de Pediatria.