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Qual é a fórmula ideal para bebês que não estão sendo amamentados?

O mundo está andando muito rápido. O conhecimento científico avança todos os dias e novas descobertas na área da saúde ajudam a facilitar a vida e garantir mais qualidade no nosso dia a dia. A área da engenharia de alimentos e nutrição são exemplos deste avanço incrível.

Cada vez que uma mãe vai ao supermercado depara-se com produtos novos disponíveis para seus filhos. Veja a quantidade e a variedade de tipos das fórmulas infantis, por exemplo. Nomes diferentes, siglas esquisitas, rótulos… Escolher é dificílimo porque entender o que cada uma significa é tarefa quase impossível. Vamos a alguns exemplos: o que quer dizer “contem DHA e ARA”; “A.R.”; “H.A.”; “Probióticos ou Prebióticos” ; “fórmula de partida”; “fórmula de seguimento”. As dúvidas são grandes como, por exemplo: “posso dar uma fórmula de seguimento sem ter dado a de partida”?

Por isso avós ou tias que antes ajudavam a cuidar das crianças sentem-se também inseguras diante de tantas opções. Na verdade, porém, entender tudo isso não é nada complicado. Quer ver?

Primeiro vamos entender os números das fórmulas: as que tem o número 1 são para bebês com menos de 6 meses. As de número 2 para bebês 6 meses e as de número 3 para maiores de 10 meses. Por isso, quem não tomou uma fórmula “de partida” ( indicada até 6 meses ) e está com 8 meses, por exemplo, pode receber direto uma “de seguimento”, sem problemas.

Agora vamos às siglas:

– H.A.: Indicada para bebês com histórico familiar de alergia.
– DHA e ARA: isto significa que a fórmula contem dois tipos de gorduras que são importantíssimas para o desenvolvimento neurológico do bebê.
– A.R. : quer dizer anti-regurgitação. São fórmulas indicadas para bebês que regurgitam demais. Contem um pouco de amido, que faz com que elas fiquem mais espessas quando em contato com os sucos digestivos, dificultando a regurgitação.
-Prébióticos ou Probióticos: são acrescentados para tentar deixar a flora intestinal mais parecida com a de crianças amamentadas. Probióticos são microorganismos vivos que contribuem para a formação de uma flora saudável, importante para a proteção do bebê e prébióticos são nutrientes que estimulam o crescimento de bactérias específicas da flora intestinal e auxiliam no funcionamento do intestino.

Importante: todas estas fórmulas procuram, na verdade, “imitar” o leite materno, que sem nenhuma dúvida é o mais adequado e mais perfeito para os bebês!

O pediatra ou a nutricionista são os únicos que estão aptos para indicar a melhor fórmula para seu filho. Mas entender as siglas deixa sua conversa durante a consulta muito mais interativa e isto facilita na decisão, não é mesmo? Informação é saúde!

Publicado por Dra. Ana Escobar
Dra. Ana Escobar é médica pediatra formada pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), pela qual também obteve Doutorado e Livre Docência no Departamento de Pediatria.