15/06/2019 18:55h

Por que sonhamos?

“Durma bem e sonhe com os anjos!” Quem nunca ouviu esta frase?

Mas será que é bom sonhar? Vamos entender: todos nós sonhamos à noite. Sem exceção. O que acontece é que, no dia seguinte, muitas pessoas não se lembram do que sonharam. Mas o sonho aconteceu., se foi bom , ótimo! Se foi um sonho ruim, aí terá sido um pesadelo.

Mas, afinal, o que são os sonhos?

Acredita-se que os sonhos sejam a elaboração de nossas vivencias cotidianas. Isso significa que durante o período em que estamos conscientes, acordados, passamos por inúmeras vivencias, experiências e, claro, emoções. Imagine-se em uma viagem em um lugar desconhecido. Quantas pessoas, cheiros, visões e emoções diferentes passam pelo dia do viajante, não é mesmo? Onde isso tudo vai parar no cérebro?

Mas não precisamos ir longe: qual sua sensação quando leva uma bronca do seu chefe? Ou quando percebe que não conseguiu terminar uma tarefa a tempo? Ou quando se descobre apaixonado por alguém? Ou quando uma criança ganha o presente desejado do Papai Noel? Enfim… viver significa receber estímulos e emoções constantemente. Damos trabalho para o cérebro e enquanto dormimos, ele se organiza para dar conta de tudo.

O que o cérebro faz com toda essa infinidade de emoções e informações? Tenta dar ordem, elaborar, guardar, descartar, sofrer com algumas, exaltar-se com outras… e tantas outras atitudes a mais. Quando isso tudo ocorre? Nos sonhos!!!

Isso mesmo!! O nosso inconsciente armazena, entende e interpreta toda a gama de vivências em sua própria linguagem, cheia de símbolos e significados que, na maior parte das vezes, escapam à nossa compreensão. Cada um sonha com símbolos diferentes. Uns com ondas, outros que estão caindo, voando, flutuando…não importa. O importante é sonhar e permitir, assim, que o cérebro se organize. Do seu jeito. Sonhar significa, portanto, “organizar” vivências e emoções.

Por isso que viver é , de fato, a razão maior para sonhar!

Dra Ana Escobar

Dra Ana Escobar

Dra. Ana Escobar é médica pediatra formada pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), pela qual também obteve Doutorado e Livre Docência no Departamento de Pediatria. Atualmente, é coordenadora da Disciplina de Pediatria Preventiva e Social desse mesmo departamento. Ainda na área educacional, é responsável pelas disciplinas de graduação e pós graduação sensu lato e sensu stricto da Faculdade de Medicina da USP.
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