Meu filho joga videogames muito tempo: quando devo me preocupar? - Dra Ana Escobar
11/09/2018 15:00h

Meu filho joga videogames muito tempo: quando devo me preocupar?

Uma das cenas mais comuns nas nossas casas hoje em dia é ver crianças, adolescentes (e até adultos, não é mesmo?) hipnotizados por uma tela com um videogame. Passam horas e mais horas sentados ou deitados nas posições mais desconfortáveis clicando alucinadamente os botõezinhos para ver se ultrapassam um nível qualquer.
 
Fica difícil arrumar um intervalo até para ir ao banheiro. Não é fácil para quem está de fora e tem que ficar gritando para conseguir a atenção deles.
 
Por isso a preocupação com o excesso de tempo que os jovens passam jogando é muito frequente entre pais e cuidadores, que precisam de orientação para saber o que deve ser feito e, principalmente, quando se deve tomar uma atitude como procurar ajuda de um especialista.
 
Vamos entender.
 
Importante saber que a Organização Mundial de Saúde acaba de definir como um transtorno de saúde mental a “obsessão por videogames”. Em inglês é conhecida como “game disorder”.
 
Como identificar? O diagnóstico desta nova “doença” pode ser feito com base em 3 critérios:
 
1. Jogar de forma persistente, recorrente, de tal forma que a intensidade de tempo com que se joga interfere negativamente na execução de atividades diárias como ir à escola, dormir, estudar ou socializar-se com a família ou amigos, por exemplo. Ou seja, as crianças ou adolescentes jogam tanto tempo que não conseguem mais fazer nada.
 
2. Este padrão de comportamento deve ser severo o suficiente para comprometer os relacionamentos pessoais, sociais, familiares, educacionais ou ocupacionais. Ou seja, as crianças ou adolescentes ficam fechadas em seu mundo e tem poucos amigos.
 
3. A duração destes “sinais” deve ser evidente por pelo menos 12 meses.
 
Importante saber que todos estes 3 critérios devem estar presentes para que se tenha o diagnóstico de “game disorder” ou “obsessão por videogame”.
 
Se o seu filho se encaixa nestes critérios, importante procurar um profissional psicólogo ou psiquiatra para orientações.