14/05/2018 15:09h

A partir de que idade posso furar a orelha da minha filha? As crianças sentem muita dor?

Muitas mães e pais gostam de ver um brinquinho na orelhinha das meninas. Meninas são “enfeitadas”  desde os primeiros dias de vida. Lacinhos em cabelinhos que nem existem ainda, roupinhas de boneca, tudo combinando. O brinquinho entra nesse visual como um ato de carinho, impulsionado pela  vontade de ver a filha a mais princesa de todas.

No entanto, alguns outros pais decidem esperar um pouco para colocar o brinco nas pequenas, com receio de que possa doer muito. De fato, colocar o brinco dói. Em qualquer idade. Até os 6 meses, pode ser mais fácil, uma vez que as pequenas bebês não tem ainda “consciência” da picadinha.  Depois desta idade, os bebês começam a estranhar mais as pessoas e a partir daí vai ficando cada vez mais difícil. Ao redor de 1 ano, se elas não concordarem, choram, esperneiam e pode ser quase impossível acertar os furinhos de forma equilibrada e igual.

Alguns, no entanto, optam por esperar que as meninas tenham idade para escolher, por conta própria,  se querem ou não furar a orelha.

Isso vai de cada um, e não há um certo nem um errado. Cada um sabe de si. Afinal, o brinco é bonitinho, mas não é um quesito essencial.

Aqui vão algumas dicas para quem quer furar a orelha das pequenas:

– Veja quem pode colocar o brinco na sua filha. Deve ser uma pessoa experiente e calma.

– Há pomadas anestésicas que podem ser utilizadas para diminuir a dor. Converse com seu pediatra.

– O primeiro brinco deve ser de ouro, para evitar reações alérgicas.

Dra Ana Escobar

Dra Ana Escobar

Dra. Ana Escobar é médica pediatra formada pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), pela qual também obteve Doutorado e Livre Docência no Departamento de Pediatria. Atualmente, é coordenadora da Disciplina de Pediatria Preventiva e Social desse mesmo departamento. Ainda na área educacional, é responsável pelas disciplinas de graduação e pós graduação sensu lato e sensu stricto da Faculdade de Medicina da USP.
Dra Ana Escobar

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