Refluxo gastroesofágico (regurgitamento) - Dra Ana Escobar
27/07/2015 15:27h

Refluxo gastroesofágico (regurgitamento)

A descoordenação do tubo digestivo e uma ineficiência anatômica numa espécie de válvula que fica entre o estômago e o esôfago causam a regurgitação. Quando o bebê toma leite, a válvula pode continuar aberta, isto faz com que o líquido suba de novo. Dependendo do impulso, pode até sair pela boca. Por isto, os bebês regurgitam muito. Em alguns meses a válvula vai ficando mais eficaz sem que haja sequelas no futuro. Dicas para evitar o refluxo: não levantar as pernas do bebê após as mamadas, deixar a cabeça mais elevada do que o tronco, não apertar demais as fraldas nem usar roupas muito justas na barriga, fazer a criança arrotar até 20 minutos depois da mamada. O ar que sai no arroto dá espaço para que o leite se acomode melhor no estômago. Deixar o bebê dormir com a barriga para cima e a cabeça de lado também ajuda.

A diferença entre o regurgitamento e o refluxo gastroesofágico é que neste último caso a válvula entre o esôfago e o estômago deixa passar uma quantidade constante de leite que pode voltar até a boca e sair, parar na garganta ou ainda ir até o esôfago.

Ao voltar para a garganta, o bebê demonstra que fica enjoado, prestes a sentir uma ânsia de vômito. Se fica apenas no esôfago, os pais tem maior dificuldade de identificar o motivo do choro e da dor que costuma ser muito forte por causa da acidez do suco gástrico.

Além disso, os bebês sentem fome mas não conseguem mamar por causa desta queimação que ocorre nas mucosas sensíveis do tubo digestivo. Há exames que podem confirmar o diagnóstico e ainda, medicamentos que tratam o refluxo com eficácia.

Colocar um colchão antirrefluxo no berço também pode ajudar porque deixa a cabeça do bebê mais elevada que o resto do corpo. Isto dificulta que o leite volte pela simples ação da gravidade.