18/10/2018 11:00h

Soluções nasais com conservantes apresentam risco para a saúde?

Lavar diariamente o nariz, no mínimo 2 vezes ao dia, é essencial para manter a integridade dos mecanismos de defesa do nariz.

O nosso nariz nos defende de alérgenos ambientais e de microrganismos patogênicos como vírus e bactérias que frequentemente são inalados quando respiramos. Um dos melhores e mais eficientes mecanismos de defesa que o nariz possui são os cílios que existem nas células da mucosa. Estes cílios batem incessantemente, na estupenda velocidade de 700 ciclos por minuto. Resultado: quando um agente agressor penetra nas vias respiratórias, os cílios entram em ação e o invasor é rapidamente “varrido” para a rinofaringe, de onde é eliminado.

A lavagem nasal é, portanto, essencial para a higidez da mucosa e, consequentemente, para a nossa saúde.

No entanto, alguns produtos utilizados para a higiene nasal contem um conservante, chamado cloreto de benzalcônio, que é adicionado com o objetivo de impedir a contaminação do soro fisiológico por microrganismos como fungos ou bactérias. Assim, muitos acham que o produto com conservante é melhor, pois contamina-se mais dificilmente e, portanto, tem maior prazo de validade, ou seja, dura mais e é mais econômico.

Só que não é bem assim. Na verdade, o conservante não é uma boa opção, pois diminui sensivelmente a frequência do batimento ciliar. Isso significa que o conservante “paralisa” nossa maior arma natural de defesa contra os agentes agressores.

Por isso, devemos escolher produtos para efetuar a higiene nasal isentos de conservantes. O soro fisiológico deve ser puro e estar isento de agentes patogênicos. Há diversas embalagens que instilam o soro nas narinas com uma suave pressão. Quem utilizar a seringa deve conhecer e ter os cuidados de higienização apropriados.

Portanto, É VERDADE: soluções nasais com conservantes apresentam maior risco à saúde.

Dra Ana Escobar

Dra Ana Escobar

Dra. Ana Escobar é médica pediatra formada pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), pela qual também obteve Doutorado e Livre Docência no Departamento de Pediatria. Atualmente, é coordenadora da Disciplina de Pediatria Preventiva e Social desse mesmo departamento. Ainda na área educacional, é responsável pelas disciplinas de graduação e pós graduação sensu lato e sensu stricto da Faculdade de Medicina da USP.
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