23/06/2019 01:18h

A partir de que idade os utensílios dos bebês podem deixar de ser esterilizados?

Bebês foram feitos para mamar no peito!!! O leite materno já vem na concentração e temperatura adequados e é totalmente isento de germes que podem causar doenças. Mais que isso. O leite materno contém os anticorpos que os protegem de muitas infecções.

Mas nem sempre a amamentação plena é possível. E para nutrir os bebês, utilizamos uma série de utensílios especialmente desenvolvidos para cada mês de vida. São vários, para todas as fases. Mamadeiras, bicos variados, pratinhos, colheres, garfinhos especiais ou copinhos compõem o arsenal de produtos para auxiliar a alimentação dos bebês.

Esses utensílios dos bebês, porém, podem reter resíduos de alimentos, principalmente de origem láctea. Estes restos alimentam bactérias que encontram nestes cantinhos condições perfeitas para proliferar. Como o sistema imunológico do bebê pequenininho é ainda imaturo, pode ocorrer contaminação. Então, para evitar infecções, esterilizamos tudo. Para isso, usamos aparelhos esterilizadores ou uma técnica simples e muito eficaz: deixar o objeto fervendo na água por 5 a 8 minutos. Mas até quando devemos ter este cuidado?

Mamadeiras de leite devem ser esterilizadas até os 6 meses. Depois disso, devem ser muito bem lavadas, de preferência com água quente, que auxilia a remoção dos resíduos. Utensílios que não armazenam produtos lácteos devem ser esterilizados até os 3 meses. Depois deste período, uma lavagem bem feita com água e detergente, já é suficiente.

Esterilização em excesso também pode trazer prejuízos para a saúde dos bebês. Saber, com equilíbrio, o tempo de começar e o tempo de parar, é um dos segredos de se viver bem!

Saúde, Ana!

Dra Ana Escobar

Dra Ana Escobar

Dra. Ana Escobar é médica pediatra formada pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), pela qual também obteve Doutorado e Livre Docência no Departamento de Pediatria. Atualmente, é coordenadora da Disciplina de Pediatria Preventiva e Social desse mesmo departamento. Ainda na área educacional, é responsável pelas disciplinas de graduação e pós graduação sensu lato e sensu stricto da Faculdade de Medicina da USP.
Dra Ana Escobar