29/10/2018 11:20h

Quais são as medidas eficazes e ineficazes para nos proteger contra a picada de insetos?

Com o calor e as chuvas, os mosquitos se proliferam mais facilmente. É o que acontece com o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika, chicungunya e febre amarela. Todos ficam expostos e a necessidade de proteção é claramente importante. Por isso todos se preocupam e ficam sem saber quais medidas são eficazes e quais são ineficazes contra os mosquitos. Vamos entender:

Medidas Eficazes:

  1. Repelentes:

A Organização Mundial de Saúde indica 3 tipos de repelentes como eficazes contra o Aedes: o DEET, o IR3535 e Icaridina. Todos estes estão liberados pela Anvisa e são vendidos no Brasil. Vejam, portanto, se um destes nomes está na embalagem do produto que você vai comprar. No entanto, há que se ficar atento ao seguinte:

– IR 3535: é um repelente de baixa toxicidade, que pode ser utilizado em crianças com mais de 6 meses, idosos e gestantes. No entanto, deve ser reaplicado a cada 2 horas.

– DEET: NÃO é recomendado para crianças com menos de 2 anos de idade. Para crianças de 2 a 12 anos a concentração máxima deve ser de 10%. Dura 2 horas e pode ser reaplicado no máximo 3 vezes ao dia. Liberado para gestantes e idosos.

– ICARIDINA: pode ser utilizado para crianças  de 6 meses a 2 anos de idade, na concentração de 20%. A partir de 2 anos a concentração deve ser de 25%. Dura em média 10 horas e pode ser reaplicado quando precisar. Além disso, pode ser utilizado junto com protetor solar. Liberado para gestantes e idosos.

  1. Telas, mosquiteiros, inseticidas de tomada.

Medidas Ineficazes, sem comprovação científica:

– vitamina B

– extratos botânicos (citronela, repelente caseiros)

– usar repelente embaixo da roupa

Proteja sua vida e a de seus filhos com segurança máxima e comprovadamente eficaz.

Dra Adriana Grandesso Pompeo de Camargo

Dra Adriana Grandesso Pompeo de Camargo

Doutora Adriana Grandesso Pompeo de Camargo (CRM 115.771-SP) é médica graduada pela Unicamp. Obteve Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia, em 2007, pela Unicamp.
Dra Adriana Grandesso Pompeo de Camargo

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