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Por que nos sentimos mal com o tempo seco?

Com o tempo seco da semana passada o ar estava quente e seco. E a poluição ficou engarrafada na atmosfera, como dá para ver claramente nesta foto que tirei no parque. A chuva do final de semana lavou literalmente o céu. E hoje eu fotografei de novo! Olha a diferença!

Você já deve ter ouvido a expressão: “Em São Paulo a gente enxerga o ar que respira!!”. A poluição que torna possível vermos o ar é simplesmente pó suspenso. Quando inspiramos este pó, ele entra e “gruda” na mucosa das vias aéreas. Como reação o corpo produz secreção. O pigarro e a tosse são uma tentativa de eliminar estas substâncias. Só que o pó e a secreção fazem um grude seco que paralisa as células de defesa que normalmente varrem as nossas vias áereas. E se a temperatura esfria aí é que tudo piora, porque o ar frio congela estas células que ficam com mais dificuldade para trabalhar.

Resultado: vírus e bactérias conseguem entrar com facilidade. Gripes, resfriados , laringites, faringites, sinusites e otites, por exemplo, ficam muito mais frequentes nesta época do ano.

O que fazer? Três coisas básicas:

– Tomar muita água, muita mesmo! Como a chuva que caiu do céu e limpou o ar, a água hidrata e limpa nossa mucosa. As secreções ficam mais fluidas, menos grudendas.

– Lavar o nariz com soro fisiológico, várias vezes ao dia. Isso limpa o pó que fica na mucosa, região que concentra nossas defesas.

– Umidificar o quarto de dormir. Uma toalha de banho molhada e torcida, em cima de uma cadeira colocada ao lado da cama já é suficiente para uma noite com mais umidade no ar.

Não há milagre! São medidas simples! Experimente e você vai inspirar com muito mais leveza o ar fresco das manhãs geladas de inverno!

Publicado por Dra. Ana Escobar
Dra. Ana Escobar é médica pediatra formada pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), pela qual também obteve Doutorado e Livre Docência no Departamento de Pediatria.