Insegurança e ansiedade na gravidez, isso é normal?
27/11/2018 18:29h

Insegurança e ansiedade na gravidez, isso é normal?

Na reta final, a insegurança, a ansiedade e a irritação frequentemente deixam as grávidas com as emoções à flor da pele. Tudo normal.

Dúvidas em relação ao tipo de parto, o distanciamento da vida sexual, problemas de comunicação com o parceiro, dificuldade para dormir, cansaço físico, lapsos de memória, até mesmo diante de coisas corriqueiras do dia a dia, e ainda por cima a sensação de desespero que bate na última hora: será que ele vai nascer bem?

Não se preocupe. Todas estas sensações são comuns nesta fase da gestação.

O primeiro passo para não ficar excessivamente estressada e preocupada nas semanas que antecedem o nascimento é definir prioridades e só assumir compromissos que não exijam o esforço físico e emocional.

É hora de colocar em prática tudo que facilita a sua vida e lhe dê prazer. Vale antecipar em alguns dias a licença-maternidade, fazer massagem nos pés diariamente, aproveitar para jantar fora, ir ao cinema ou até mesmo adotar um corte de cabelo mais prático.

Para manter a tranquilidade nesse momento, aqui vão dicas importantes:

– Avalie quais são suas dúvidas e preocupações. Ao fazer isso, você perceberá que muitas delas já foram sanadas lá atrás e apenas voltaram à tona por causa da insegurança que antecede o nascimento. Você provavelmente já está bem informada sobre os tipos de parto e definiu com o seu obstetra como ele será conduzido. Em relação à chegada do bebê, direcione sua atenção para os últimos preparativos e não dê muita importância para os alarmismos e traumas de outras mães. Retenha apenas o que for bom. Cada gravidez tem suas particularidades, dificuldades e alegrias.

– Arrume o quarto do bebê e curta cada detalhe. Divida esse momento com o pai, com as amigas íntimas, com sua mãe, irmã e cunhada. O ritual de espera que abrange todos os preparativos para a chegada da criança é importantíssimo para que a mulher comece a incorporar o novo papel de mãe.

– No terceiro trimestre, a vida sexual pode sofrer abalos. O homem, por não saber como lidar com a nova situação ou por achar que pode machucar o bebê durante a relação, acaba se afastando e não demonstrando interesse. A mulher, por sua vez, acha que ele não a deseja e fica triste e angustiada. É importante que o médico explique ao casal que o sexo não machuca o bebê e que eles podem manter a rotina sexual escolhendo posições confortáveis para ambos.

Aproveite as últimas semanas da gestação para você mesma. Faça o que te dá prazer e satisfação. Você merece!