Dor, dorzinha, dorzona!!! - Dra Ana Escobar
24/07/2015 16:18h

Dor, dorzinha, dorzona!!!

A partir do momento em que o seu corpo detecta o embrião dentro do útero ele começa um processo de mudanças que só vai acabar com o parto. A quantidade de sangue do seu organismo aumenta, a frequência da sua respiração se altera e a distribuição de líquidos se refaz, para citar apenas alguns exemplos. A natureza sabe o que faz e o seu objetivo maior é priorizar o crescimento de um bebê.
Nossa!!! Como dói tudo na gravidez! Também, tanta coisa muda!!!
Vamos entender algumas mudanças importantes. O útero, que antes era um órgão do tamanho de uma maçã pequena, vai se esticando para acomodar o bebê e, ao final dos 9 meses, chega a ter o tamanho de uma melancia. Como fica grande e pesado, todo seu sistema de sustentação é posto em prova. Vamos ver o que acontece. O útero não fica “solto” dentro da barriga. É “preso” por um importante ligamento, chamado de Ligamento Redondo. Pois bem! Este Ligamento Redondo, que está dos dois lados do útero e o prende, por dentro, aos grandes lábios fica esticado e pode ser responsável por dores e fisgadas na região interna da vagina. As fisgadas dentro da vagina, aliás, são muito comuns e não significam problemas. Basta se deitar um pouco que a mudança de posição costuma diminuir a dor.

Outra situação de mudança: produz-se uma substância chamada relaxina, que tem a função de relaxar os ligamentos da bacia para facilitar o parto. Com isso, pequenos movimentos entre os ossos da bacia passam a ser possíveis e, como consequência imediata, podem causar dor. É o caso da dor no sacro ou no osso púbico que acontece principalmente quando a gestante se levanta da cama de manhã, mas que, felizmente, logo melhora.

Outras causas de dores no pé da barriga são gazes e infecção urinária. Por isso é sempre bom alertar seu médico de todos os seus sintomas.

Mas há uma causa de dor que geralmente é motivo de um sorriso gostoso da mãe: os chutes do bebê. Sim, eles também podem doer!