27/08/2018 11:27h

Até quantas vezes uma criança deve provar o mesmo alimento para saber se gosta ou não?

Quem já não presenciou a cena de uma criança virando a cabeça, travando a boca fechada, deixando claro sua recusa expressa em aceitar um alimento?

Pois é…como explicar que os pequenos não gostam? Às vezes nem experimentaram ainda! Não gostaram do aspecto, do cheiro ou da cor do alimento a na sequencia o rejeitam de forma incontestável. O quê fazer? Esquecer e retirar o alimento recusado do cardápio para sempre?

Crianças com menos de 2 anos de idade estão em fase de formação do paladar. Muitas vezes recusam determinados alimentos pois não estão “a fins” de comer ou por quaisquer outras razões inimagináveis para os pais e para todos.

Mas temos como obrigação ensinar nossos pequenos de hoje, grandes de amanhã, a comer da forma mais ampla, saudável, diversificada, sem mimos e sem restrições possíveis. Pode não ser uma tarefa fácil. Mas quem disse que educar é fácil?

Vamos lá então: para saber se uma criança gosta mesmo ou não de um alimento recomenda-se que ela o experimente de 8 a 12 vezes. Exatamente assim. Importante saber que a criança não precisa engolir para saber se gosta. Basta que o alimento seja colocado na boca, para que ela sinta o gosto.

Portanto, se depois de 8 a 12 tentativas seu pequeno recusa  sempre o mesmo alimento, aí então é que é hora de retirá-lo do cardápio. Antes disso, vá insistindo, de tempos em tempos, sem chamar a atenção para o fato de que você está oferecendo um alimento anteriormente recusado, e vamos ver o que acontece.

Não desista. A persistência faz parte da tarefa de educar

Dra Ana Escobar

Dra Ana Escobar

Dra. Ana Escobar é médica pediatra formada pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), pela qual também obteve Doutorado e Livre Docência no Departamento de Pediatria. Atualmente, é coordenadora da Disciplina de Pediatria Preventiva e Social desse mesmo departamento. Ainda na área educacional, é responsável pelas disciplinas de graduação e pós graduação sensu lato e sensu stricto da Faculdade de Medicina da USP.
Dra Ana Escobar