Síndrome da Mão - Pé - Boca: esclareça suas dúvidas. Dra Ana Escobar.
15/03/2018 17:00h

Síndrome da Mão – Pé – Boca: esclareça suas dúvidas

O que é a Síndrome da Mão -Pé – Boca (SMPB)?

É uma infecção causada por um vírus chamado Coxsackie. Há vários sorotipos deste vírus e o que mais comumente dá a Síndrome da Mão – Pé – Boca é o A16. Esta infecção tem um curso benigno na imensa maioria dos casos.

Quais são os sintomas? Como começa?

As crianças pequenas, com menos de 5 anos de idade, são as mais acometidas. Tudo começa com uma febre recorrente que, dependendo de cada criança, pode variar de baixa a alta, necessitando de antitérmico para baixar.

É neste momento que, geralmente, os pequenos param de comer. Cospem tudo e demonstram que está difícil engolir. Depois de uns 2-3 dias de febre surgem as bolinhas pelo corpo. São bolinhas de água com uma base avermelhada, que surgem nos pés, nas mãos e na boca, onde parecem aftas. Algumas bolinhas podem também aparecer no bum-bum ou espalhar um pouco pelos braços e pernas. Podem coçar.

Existe tratamento específico para SMPB?

Não existe. Esta é uma infecção benigna e cura sozinha. Recomendam-se antitérmicos para a febre. O grande problema são as lesões da boca que podem atrapalhar muito a alimentação. Por isso, estão indicados alimentos mais para o morno ou frio e de consistência mais pastosa.

Precisa de algum cuidado especial com as lesões?

Deve-se dar banho normalmente e lavar com água e sabão para evitar infecção por outros agentes comuns da pele.

A SMPB é contagiosa?

SIM. É bastante contagiosa e por isso recomenda-se que as crianças acometidas fiquem em casa. Devem retornar para a escolinha ou creche ou berçário quando já estiverem sem lesões, uma vez que o contágio se faz pelo contato com as lesões da pele ou da boca. Muito cuidado com chupetas e objetos que as crianças com SMPB colocam na boca.

Quanto tempo dura?

No total, desde o início da febre, pode durar 5,7 ou 10 dias.

Quem já teve uma vez pode ter de novo?

Existem vários sorotipos de Coxsackie. Portanto, quem já teve uma vez pode, sim, ter o Coxsackie de outro sorotipo.